terça-feira, 27 de abril de 2010

A invasão dos fungos virulentos

Com o aquecimento global a temperatura está a subir pelo mundo acima e a trazer consigo novas doenças relacionadas com o calor. Está também a criar mutações em vírus e bactérias, que dessa forma se adapatam às novas condições do clima e do terreno a conquistar. Nesta fase da história do planeta estamos quase com apenas duas estações no nosso país: A húmida e a quente, ambas longas. Com o eventual degelo hà mais água doce no mar, o que facilita a evaporação e provoca muito mais pluviosidade. As provas desse fenómeno este ano foram constantes um pouco por todo o lado: tempestades terríveis destruiram vastas áreas, e fenómenos anormais como trombas de água e mini tornados começaram a varrer a paisagem. Receio que no futuro vá ser ainda pior. Com a qualidade de vida dos humanos a retroceder os fungos avançam e começam a incomodar sériamente.
Eu já fui afectado duas vezes na Primavera este ano, coisa que nunca me aconteceu aqui. No Congo sim. Apanhei uma série de investidas desse tipo, mas como lá isso é banal, eles (os pretos) sabiam como lidar com o problema; a única solução era comunicar  (falar) acerca de tudo que nos afectasse para investigarem, diagnosticarem e tratarem na hora. Geralmente eram bactérias que se colavam à roupa a secar (como larvas de moscas e outros insectos) e depois passavam para a pele quando a vestiamos. Apesar de toda a roupa era bem passada a ferro. O outro tipo mais comum era nos pés. Como lá não se pode andar calçado decentemente por causa do calor andamos sempre de sandálias, e o ataque era aos dedos, sobretudo no espaço entre as unhas. A origem dos fungos aqui é mais insidiosa, e como não estavamos habituados a eles por vezes reagimos tardiamente, o que vem agravar o problema. Aconselho a toda a gente a desconfiar de sintomas anormais e a recorrer a um médico em caso de dúvida. Pelos vistos são persistentes e difíceis de eliminar, e quando são naquele apêndice que a gente cá sabe, é sempre muito aborrecido.