segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Cores do Outono

Depois do Verão conturbado entramos de rompante num Outono controverso e abstrato. E voilá. Here comes de froid, mes amis. Preparez vous pour trembler... Gosto sobretudo da paleta natural deste tipo de árvores, e de andar debaixo delas a dar pontapés nas folhas mortas.

Dentro do nosso espectro de luz conseguimos vislumbrar o esplendor do Universo. Nem que seja d´óculos.

Como sempre, aproveito a Natureza para me pôr a andar por aí. Ninguém dentro dum carro cheira os aromas que pairam ou passam no ar, e quando nos vêm andar a pé devem estupidamente pensar que somos pobrezinhos e não temos dinheiro para gasolina: pagava para acabar com esse tipo de combustível. Coitada da sociedade moderna, fechada dentro de todo o tipo de latas e preconceitos.





terça-feira, 18 de outubro de 2011

Atenção às alergias

Nunca vi cogumelos fungulentos tão grandes como estes na nossa terra. Alguns são do tamanho de broas de milho cheios de pó venenoso. A desmatação indiscriminada da Quinta é que provocou isto (e prefiro não imaginar o que mais poderá estar ainda para vir). Se chover muito, com tanta terra seca e desprotegida, muita poderá ir parar à freguesia ao lado - a Oleiros. Peço às famílias com filhos que gostam de passear por esses lados para estarem atentos a isto. O ano está extraordináriamente propício a este tipo de alergias com o clima que temos tido ultimamente - uma mistura de fumo dos incêndios recentes com resquícios do fumo dos vulcões da Islândia de à meses atrás, misturado com radiações ultravioletas violentas devido à anormal acumulação de nuvens altas. Até as folhas de muitas plantas que observo regularmente estão queimadas pelos ultravioletas.

Este cogumelo fungulento de aspecto inofensivo é parecido com os outros. Não no aspecto; na pericolosidade. A área da quinta do Engenho Novo mais acessível à população está cheio deles, e como os carros podem ir para qualquer lado, pisam-nos e expõem o pó aos elementos.

Estas cápsulas de aspecto castiço são na verdade bombas biológicas cheias de pó venenoso. Quando atingem a maturidade explodem e libertam o pó no ar. Quem estiver na área e (se estiver vento) pode levar com ele e apanhar uma perigosa intoxicação pulmonar.

Quando a desertificação é tão violenta podem ocorrer situações naturais imprevisíveis nada favoráveis à saúde das pessoas.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Aviso para quem vive na costa

Vi hoje nas notícias que o vulcão das Canárias está mais instável do que nunca. Pode mesmo vir a entrar em erupção, enquanto o da Ilha do Pico (e noutras ilhas do arquipélago) também hà indícios de acréscimo de actividade vulcânica, pura e simplesmente sacudindo frequentemente a terra à volta com terramotos sucessivos. O que quero advertir aqui é que estejam atentos a este tema e esta matéria porque pode ser um caso sério.
Vi hà meses um documentário sobre o vulcão das Canárias e as suas características específicas, a relembrar: O tsunami na Tailândia deveu-se a um desabamento de terra submarino. Este vulcão tem um lado com o mesmo tipo de semelhança geológica, isto é: a parede de um dos lados da cratera é muito fina (a virada para o mar largo) e pode desabar com uma erupção. Se tal vier a acontecer isso irá provocar um tsunami que atravessará o Oceano Atlântico, desbastará a Costa Atlântica da América do Norte ao nível de Nova Iorque e retornará pelo mesmo caminho (talvez com mais potência ainda) e arrasará a nossa e a dos vizinhos.
Meus amigos que vivem junto à costa: peço-vos que estejam atentos às noticias nos próximos dias, e em caso de necessidade reajam o mais depressa possível. Se por acaso ocorrer um tsunamo corram o mais que poderem para o sítio mais alto que encontrarem à mão.
Não se esqueçam que a vida se ganha e perde num segundo.

domingo, 9 de outubro de 2011

Outono escaldante

A terra está seca e a prova é este regato que já não chega ao mar (por meros metros). Hoje fomos para a praia, e como estava a levantar-se uma Nortada ligeira decidi ir para a "cova" de Paramos, onde estamos bem protegidos dessa desagradável inconveniência, quando vi uma grande nuvem branca no céu e comentei com a minha mulher que estranhamente estava a levantar-se uma nevoeirada esquisita na costa. Pouco depois vi que não era nevoeiro, mas fumo. Uma enorme coluna de fumo negro e branco aparece de repente à nossa frente na Lapa e o vento estava a empurrá-la para a nossa praia. Lá se vai o magnífico dia de puro céu azul e hà que mudar de estratégia. Vamos para Norte, fugir ao fumo que começa a cobrir o Sol e a irradiar luz amarela. Acabamos entre Espinho e a Aguda numa praia chamada de Brite.É chato quando as circunstâncias alteram os nossos planos. E imagino o terror das pessoas quando um grande incêndio lavra na montanha e espalha a destruição total. Pobre Planeta Terra. Está pronto para a reciclagem e nós não passamos de resíduos sólidos.


Duas horas depois estavamos mais morenos e ele em rescaldo.


sábado, 8 de outubro de 2011

Paradoxo climatico




Devia rir de alegria por estarmos cada vez mais a ter um clima Californiano; no entanto só me apetece chorar. No ano de 2005 deu-se a "grande viragem" climatérica que estamos a ter neste momento (infelizmente vai continuar no futuro) e dois anos depois fui para a praia no mês de Novembro. Agora é banal ver a praia bem concorrida no mês de Outubro.



Estou a ficar com medo do que poderá vir a acontecer no futuro. E lamento a hipocrisia dos média que escondem a informação alarmista dos cientistas: passam-na às duas e três da manhã para ninguém (ou quase) ver e criar histerismo colectivo.



Da mesma maneira que o Mundo Árabe se lançou na conquista das suas liberdades e direitos, também esta temática devia ser levada muito a sério. Os super-ricos estão a destruir o Mundo e os pobres não podem fazer nada (OU LEVAM NO LOMBO). Não é nos Estados Unidos que está a ocorrer uma revolução contra os Srºs do dinheiro de Walls Street neste momento? A raça humana tem de parar com a destruição que provoca vinte e quatro horas por dia, e a culpa como já disse é dos ricos que obrigam os pobres a fazer o trabalho sujo que cada vez os torna mais ricos e a eles (os trabalhadores) mais miseráveis. Sem falar nas consequências no futuro para ambos. Daqui a algumas gerações ambos vão comer merda empapada.



Agora o que está a dar é comprar ouro. Os ricos aproveitam ao máximo a crise e sugam os pobres até ao tutano, na convicção de que o ouro não perde o seu valor e é o produto mais cobiçado pelas pessoas (a seguir aos diamantes). Portanto mesmo que o dinheiro venha a desvalorizar-se (e quiçã) perder mesmo todo o seu valor, o ouro é eternamente valioso (e o rico permanece rico e senhor da situação) e pode continuar a javardar o Planeta porque o pobre precisa de comer e faz qualquer coisa que lhe digam para fazer (nem que seja cavar a sua própria sepultura e a dos filhos). No meio de tanta confusão perde-se a noção de justiça e respeito por si próprio.



Abreviando. Aconselho o povo Portuguêz a preparar-se para viver do turismo florescente neste cantinho à beira-mar plantado, a tratar da sua horta e dos seus animais domésticos (galinhas e coelhos), a lançar a rede ao mar de vez em quando, e a rezar (não pela Nossa Senhora de Fátima) mas pela compreensão dos políticos e poderosos deste nosso Mundinho de caca mole.



E votem em mim para Presidente que resolvo rapidamente a maior parte dos problemas graves que nos afectam a todos. O DINHEIRO FOI INVENTADO PELOS CHINESES PARA FACILITAR AS TRANSACÇÕES COMERCIAIS NUMA ÉPOCA CONTURBADA DA HISTÓRIA HUMANA, mas não é necessáriamente crucial nos tempos que correm. É-o, porque assim querem, mas se não quiserem também é possivel viver sem ele. Não conheço ninguém que o coma, portanto não vale tanto assim. Nem o ouro.



Tudo é futilidade, e quem pensar o contrário é ignorante (ou então que fale comigo daqui a vinte anos).

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rare flowers

What can we say when we see something like this? Maybe nothing... Or maybe that is a secret alien gun to spie the human race.
Qui est fou! Pas moi.

That one you never see in your life. Live a few hours and disapear without trace. Is the princess of the vegetable kingdom on Earth.





domingo, 18 de setembro de 2011

O pão da vergonha

Este pão que aqui vemos é apenas um pequeno fragmento do que se deita fora a cada hora que passa. Segundo a lei este pão não presta, depois de algumas horas de ter sido cozido. Porquê? Demasiados fermentos e aditivos azedam-no rápidamente? (Não acredito muito nisso): vejo é desperdício. Desperdício vergonhoso para a raça humana. Morre-se à fome em África, na Mongólia e no Bangladesh, em ...
Não seria mais correcto canalizar os excedentes e ajudar quem verdadeiramente precisa? Se uma padaria deita metade da produção fora (como esta), imagino as toneladas de pão desperdiçado por dia. E ainda dizem que estamos em crise. A sociedade está a enlouquecer (god damn).