terça-feira, 10 de maio de 2011

Bye bye beach

Este blogue pretende demonstrar a subida do Oceano e a impetuosidade aplicada no prazo de um ano nesse processo.
A imagem imediatamente abaixo mostra a saída da Barrinha de Esmoriz este ano, desbastada pela força do mar. Como se pode comprovar nas imagens seguintes, construiram uma espécie de pontão de lado de Paramos há dois anos, que pura e simplesmente desapareceu do mapa.






Aqui temos aspectos climatéricos na zona: há três anos houve um período mais seco, que proporcionou as imagens seguintes.





Aqui, temos o aspecto mais visível da acção do mar ao empurrar milhões de toneladas de areia para cima das dunas. Estas quase foram submersas no processo: metros de altura.





Nestas fotografias vemos a bacia da Barrinha atrás da duna nos últimos três anos: este ano correctamente alagada, o anterior meio seca, e há dois seca.





Isto pode parecer arbitrário e sem interesse, mas para mim é muito significativo: o nível do mar está a subir. Basta dar uma volta à beira-mar para ver como estão as praias. A areia quer invadir as avenidas e o mar está muito mais acima do que é habitual - nota-se perfeitamente.
Receio até que este ano os veraneantes se tenham de acavalar uns em cima dos outros, não falando da qualidade da água, cada vez mais poluída. Reparei que nem a violência do Inverno conseguia dispersar a poluição junto à costa. Isso é muito mau para a saúde pública.
E receio que com a quase totalidade das fossas ligadas ao colector central a escorrerem para a ETAR de Paramos (não acreditando que tenha capacidade de processar tanta merda - já não tinha o ano passado e este está com carga dupla) tenhamos impreterível e obrigatóriamente umas férias de Verão longe do mar.

Tenho ainda mais provas e evidências para mostrar sobre o assunto, mas contento-me neste momento com estas.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Novo crime ambiental em Paços de Brandão 1

Já sei de fonte segura quem foi o mother fucker que mandou cortar os sobreiros centenários da freguesia: o actual presidente da Junta.

Segundo os comentários (em tempo de prescrição aparentemente temporal) (passado algum tempo é fácil alguém ligado ao esquema facilitar a informação considerando-a já sem importância)) um vizinho fez queixa dos detritos provocados pelos mesmos. Mas se formos ver a localização das árvores e a massa residual que eventualmente pudessem atirar para o terreno de quem quer que fosse, isso é pura mentira, fraude e embuste descarado. Não há vizinhos à volta das árvores. E imagine-se: cortaram árvores consideradas protegidas por lei, de interesse ambiental e cultural para a freguesia, para vender a madeira e ganhar uns trocos.

Todas as maldições expressas no primeiro artigo sobre este tema, faço-as recair sobre o Presidente da Freguesia de Paços de Brandão, com ligeiras variações.

A 1ª, era a contratação do artista Alemão perito em transformar o corpo humano em obras de arte, para dividir a cabeça do presidente em quatro partes distintas (inserindo-lhe depois, eventualmente, mais um par de olhos de vidro fosco) e instalá-la em cima do campanário da igreja, à semelhança da arquitectura Khmer de Angkor Vat, para assim melhor poder vislumbrar num ângulo de 360 graus o seu feudo, nas alturas da sua mesquinha e estúpida grandeza.

A 2ª era a construção de meia dúzia de caixas de metal (tipo cofres de igreja) e instalá-los pela terra com um reclame a pedir esmolas para os cafés do Presidente, tentando dessa forma precaver a destruição do nosso património biológico e natural para a posteridade.

3º. Como é possível que o povo desta vilória seja tão estúpido a ponto de votar num parôlo deste calibre, que nem sequer nasceu aqui (e cujo interesse pelas pessoas está mais do que visto), e (desde que me lembre), siga sempre o mesmo modelo político - seja ele bom ou mau - e não esteja atento às manobras nos bastidores. O PSD (seja lá o que isso fôr) é o partido dos burgueses de meia tijela (e os de tijela inteira) e sempre ganhou as eleições nesta terra.

O povo cobarde tem medo de falar sobre o que vê: eu, por exemplo, tenho visto máquinas trabalharem em terrenos baldios, sem nenhum interesse para a freguesia, e pergunto-me o que estará por trás de tais acções.

Os homens e as máquinas não deveriam estar a construir e a arranjar os tais passeios e ruas prometidas, tortas, como as ideias dos políticos da casa?

Toda a vida ouvi falar das negociatas ilícitas entre políticos corruptos e empresários pouco escrupulosos na nossa freguesia, e conheço inúmeras histórias e jogadas por detrás da porta. Embora me esteja marimbando para isso (e para qualquer espécie de politiquice) não admito que façam das pessoas parvos, e aviso que todo o tipo de irregularidade ou abuso de poder, a qualquer nível, irá fazer despoletar o meu comentário, sem pena nem pidedade por ninguém.

Abaixo o Presidente da Freguesia - cara de pau - que não gosta da natureza selvagem.

Deve ter nascido na terra (e tal como os Congolenses, que conheci na África Central) não dá valor ao seu meio ambiente. Aliás: este nem sequer o é . O dele.

Presumo que a piscina do Tio Patinhas seja o seu sonho. - Poder nadar em dinheiro vivo -moedas de ouro e prata - sem partir o pescoço.

terça-feira, 3 de maio de 2011

O universo na tela 1

















Continua a desbunda com a côr e os pinceis, e a tinta dança ao ritmo da música moderna sortida: rock, rock, rock, como diziam os Birth Control (banda Alemã dos anos 60). Enjoy the stars, mother fuckers.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O universo na tela









Há meses ofereceram-me dezenas de telas que iam ser queimadas, talvez de alguma empresa falida que queria limpar a casa, e tratei logo de começar a comprar tinta (muita tinta). Agora que o tempo aqueceu comecei a pintar e escolhi um tema: O UNIVERSO.
Como gosto muito de astrologia, tento passar para a tela o meu imaginário nesse capítulo, e já pintei nove ideias num mês, depois de javardar a pincel grosso à volta de trinta duma só vez. E como uma imagem vale mais que mil palavras passo a mostrar o que já fiz:

Brevemente há mais.

terça-feira, 29 de março de 2011

O cinema na minha vida - parte 2

Quando regressei à pátria, depois das minhas deambulações pelo Mundo, instalei-me e tentei tornar a vida interessante. Infelizmente aqui (nessa época) interessante era sinónimo de droga e álcool, factores insuficientes para me sentir realizado, mas as alternativas eram muito poucas: a televisão era paupérrima, o teatro inexistente, a música virtual e o cinema pobre: apenas os livros conservavam a sua frescura eterna e imutável, mas não conseguiam preencher por si um buraco tão grande como era a minha necessidade de novidade quase diária.


Uma noite estava em casa do Veríssimo e pedi-lhe que me emprestasse a colecção da revista cinema para ler: eram mais de cinquenta fascículos, portanto o melhor era levar uns tantos de cada vez, curtir, entregar e levar mais; estava numa fase com pouco trabalho e isso ia ajudar a enriquecer o meu conhecimento geral. Ele alinhou e em poucos meses despachei o "mambo" quase todo (apareceu muito trabalho de repente e não acabei de ler tudo - mas li a maior parte).
Tiro apontamentos de tudo o que me interessa (como sempre fiz na vida) portanto posso corroborar as minhas ideias com factos. E os factos neste caso são a história do cinema (o bom velho cinema) ainda hoje em dia difícil de igualar. E sem mais treta aí vai ela:

Comecemos pelos considerados cómicos: Lumière (l´arroseur arrosé) 1896 - Robert Youngson - Max Linder (Gabriel Leuvielle) - Mack Sennett - Roscoe "Tatty" Arbuckle e Ben Turpin - Charles Chaplin - Buster Keaton - Stan Laurel e Oliver Hardy - Jerry Lewis - Frank Tashlin - Audrey Hepburn e Peter O´Toole - Eric Campbell - Henry Miller.

A regra básica para o espectador: manter um nível de progressão do "feeling" de forma gradativa, para sustentar o interesse e intensidade do filme até ao fim.

- Quimera do riso (Sullivan´s travels) 1941.

O "camp" é toda a sociedade que fracassa, o pedantismo que conduz ao ridículo. Termo cinematográfico para caracterizar filmes que no capítulo do cómico foram longe de mais: tipo Herman José fim de século. Slapstick - Peplums (filmes ligados a temas mitológicos).

Susan Sontag escreveu que a verdadeira arte tem a habilidade de nos pôr nervosos.

James Whale - Frankenstein 1931 / A noiva de Franskenstein 1935
René Clair - A nous la liberté! 1931
Tod Browning - A boneca do diabo 1936 - A parada dos monstros 1932 - Drácula 1931
Charles Chaplin - Tempos modernos 1936
William Cameron Menzies - A vida futura 1936
Paul Wegener - Yogui 1916
Paul Wegener e Carl Boese - O golem 1920
Rudolph Maté - Quando os mundos chocam 1951

Klaatu - personagem extraterrestre focado no filme de Robert Wise - O dia em que a Terra parou 1951

Robert Wise - O túmulo vazio 1945

A emissão radiofónica da "Guerra dos mundos", de Orson Wells, foi feita no dia 30 de Outubro de 1938, provocando o pânico nos Estados Unidos.

Christian Nyby - A ameaça (de um outro mundo) 1951
Fred McLeod Wilcox - O planeta proibido 1956
Stanley Kubrick - Doctor Strangelove, or how to learn to stop worrying and love the bomb 1963
Akira Kurosawa - As portas do inferno 1950 - Os 7 samurais 1954 - O trono de sangue 1957

Gilala é um monstro extraterrestre, um refugiado do espaço exterior com o peso de 15 000 toneladas. No interior do seu enorme pescoço, alberga um radar capaz de descobrir qualquer fenómeno geológico.
Quando Gilala se aborrece (e isso acontece com demasiada frequência) emite raios de sete cores diferentes por todo o corpo, com uma força destruidora superior à das armas nucleares.
Mede 60 metros de altura e tem uns enormes olhos redondos côr-de-rosa.

Norman Z. McLeod - O valentão das dúzias 1948
Abraham L. Polonsky - O vale do fugitivo 1969
Robert Aldrich - O último Apache 1954
Jan Schmidt - Fim de Outono no hotel Ozon 1966
Gordon Douglas - O mundo em perigo 1954 - Rio Conchos 1964 - O gigante do Oeste 1959
Gordon Douglas/Harry Keller - Quantez-A cidade perdida 1957 - O homem que ninguém deteve 1958 - Seis cavalos pretos 1962
Jack Arnaold - Tarântula-A aranha gigante 1955 - Sentenciados 1957
Kurt Newmann - A mosca 1958
Alfred Hitchcock - Sabotagem 1942 - Mentira 1942 - A corda 1948 - Janela indiscreta 1954 - terceiro tiro 1955 - O homem que sabia demais 1955 - A mulher que viveu duas vezes 1958 - Psico 1960 - Os pássaros 1963 - Marnie 1964 - A cortina rasgada 1966 - Topázio 1969 - Frenzy-Perigo na noite 1972 - Intriga em família 1976
Fellini - Boccacio 1970 - Oito e meio 1963 - Julieta dos espíritos 1965 - Satyricon 1968 - Roma de Fellini 1971
Richard Fleischer - Viagem fantástica 1965
Eugeni Strizhenov - A nebulosa de Andrómeda 1968
Douglas Trumbull - Silent running 1971
James Cruze - A caravana gloriosa 1923 - The Pony Express 1925 - O cavalo de ferro 1924
King Vidor - O vingador (Billy The Kid) 1930 - Duelo ao sol 1946 - Legião de atiradores 1936 - A passagem do Noroeste 1940 - Homem sem rumo 1955
John Ford - Cavalgada heróica 1939 - Os dominadores 1949 - Ouvem-se tambores ao longe 1939 - Terra bruta 1961 - Os cavaleiros 1959 - O sargento negro 1960 - O homem que matou Liberty Valance 1962 - O cavalo de ferro 1924 - A paixão dos fortes-Forte Apache 1948
John Ford e Merian C.Cooper - O gigante Africano 1949
William Wyler - A última fronteira 1940 - Da terra nascem os homens 1958
Raoul Walsh - A pista dos gigantes 1930 - As aventuras do Capitão Wyatt 1951 - Todos morreram calçados 1942 - Pursued 1947 - Duelo de ambições 1955 - Sangue e prata 1948 - O ladrão de Bagdade 1924
Wesley Ruggles - Cimarron 1931
Henry Hathaway - A filha do bosque maldito 1936 - Nevada Smith 1966 - O homem que não queria matar 1958 - A terra das mil aventuras 1960
Cecil B. de Mille - Os 7 cavaleiros da vitória 1940 - Uma aventura de Buffalo Bill 1936 - Aliança de aço 1939 - Madame Satã 1930
Howard Hawks - O rio vermelho 1948 - Rio Bravo 1958 - Hatari! 1962 - Caravana perdida 1950 - A desaparecida 1956 - O grande combate 1964 - Céu aberto 1952 - Eldorado 1967 - Rio Lobo 1970
Henry King - O aventureiro romântico 1950
Donald Siegel - A pele de um malandro 1968 - A cidade do pecado 1952 - Lança em chamas 1960
Jon Voight - O cowboy da meia-noite 1969
George Marshal - A conquista do Oeste 1962 - Todos os irmãos foram valentes 1940 - O forte das mulheres rebeldes 1957
Michel Curtiz - Duas causas 1940 - A caminho de Santa Fé 1940
David Butler - Santo Antonio - A cidade sem lei 1945
Ray Enright - Montana-Terra proibida 1950 - Oiro 1942
John Huston - O tesouro da Sierra Madre 1947 - O passado não perdoa 1959 - Sob a bandeira da coragem 1951
Sam Peckinpah - A balada do deserto 1970 - Os pistoleiros da noite 1962 - O último hurra 1958 - Major Dundee 1965 - Junior Bonner 1972
Edward Dmytryk - O homem das pistolas de ouro 1959
Anthony Mann - Winchester 73 1950 - Terra distante 1955 - Esporas de aço 1953 - Os bravos não voltam as costas 1957 - O homem que veio de longe 1955 - Sangue no deserto 1957
Nicholas Ray - Johnny guitar 1953
George Stevens - Shane 1953
Delmer Daves - Jubal 1956 - Raízes de oiro 1959
Marlon Brando - Cinco anos depois 1961
Arthur Penn - O vício de matar 1958
A. The Toth - O caçador de índios 1955
William A. Wellman - A cidade abandonada 1948 - Consciências mortas 1943
Allan Dwan - A rainha da montanha 1954 - Onde morre o vento 1954 - Rivalidade 1955 - Robin dos Bosques 1922
Budd Boetticher - Marca do terror 1957 - O homem que luta só 1959 - A capital do crime 1960 - O último bandoleiro 1951 - Coração selvagem 1952 - Massacre 1953 - Invasores 1953 - Sete homens para matar 1956 - Entardecer sangrento 1967 - Têmpera de herói 1958 - Emboscada fatal 1960
Richard Widmark - A cidade turbulenta 1939
Richard Brooks - A última caçada 1956
Edgar G. Ulmer - Alvorada vermelha 1955
Frank Perry - Doc-vento do Oeste 1971
Sydney Pollack - Os caçadores de escalpes 1968
George Sherman - Grito de guerra 1951 - Até ao último homem 1956
Otto Preminger - Rio sem regresso 1954
Robert D. Webb - A pena branca 1955
Eric Von Stroheim - Aves de rapina 1923

Boca psicológica tipica do Oeste: "A liberdade é a supressão do homem concebido como obstáculo".

Joseph L. Mankiewicz - O réptil 1970 - O castelo de Dragonwick 1946
Terence Young - Sol vermelho 1971
Elliot Silverstein - O homem a quem chamaram cavalo 1969
Edwin S. Porter - O assalto ao Expresso 1903
Robert Parrish - Irmão contra irmão 1958
Samuel Fuller - A flecha sagrada
Richard Bartlet - O morto voltou 1957
Norman Foster - O invencível David Crockett 1955 - David Crockett e os piratas 1956 (Walt Disney)
Spencer Gordon Bennett - Fronteira em chamas 1950
Fritz Lang - Conquistadores 1941 - Os Nibelungos 1922 - O tigre real 1958 - O túmulo índio 1958 - A morte cansada 1921 - Metropólis
Buster Keaton - O rei dos cowboys 1925 - The paleface 1922
David Miller - Fuga sem rumo 1962 - Os inadaptados 1961
Hugo Fregonese - A revolta dos Apaches 1951
Douglas Sirk - Herança de honra 1954
Fred Niblo - O sinal de Zorro 1920
Rouben Mamoulian - O sinal de Zorro 1940
Ernest B. Schoedsack e Irving Pichel - O malvado Zaroff 1932
Charles Laughton - A sombra do caçador 1955
Luis Buñuel - El angel exterminador 1962
Alain Resnais - O último ano em Marienbad 1961 - Muriel, ou o tempo de um regresso 1963
Jacques Tourneur - A pantera 1942 - O homem leopardo 1943 - A cidade submarina 1965 - Zombie 1943
Merien C. Cooper e Ernest B. Schoedsack - King-Kong 1933
Michael Powell - A vítima do medo 1959
Roman Polanski - Repulsa 1965 - A semente do diabo 1968

Estilo Grand-guignol

Paul Leni - O legado tenebroso 1927 - O gabinete das figuras de cera 1924
Losey - O criado 1963
Kenji Mizoguchi - Sansho dayu 1954 - Yokihi (a Imperatriz Yang-Kwei-Fei) 1955 - Os contos da Lua vaga 1952
Michelangelo Antonioni - A história de um fotógrafo (blow up) 1966 - Zabriskie point 1969 - O grito 1957
Robert Rossen - Lilith e o seu destino
Brian Desmond Hurst - Aquela noite em Varsóvia 1941
Mervyn Le Roy - A noiva perdida 1942 - Orgia dourada 1933
Vojdech J. Has - Manuscrito encontrado em Saragoça 1965
Andrzej Wajda - Cinzas e diamantes 1958
Roy Rowland - The 5000 fingers od Dr. T 1953
Alexander Korda - O ladrão de Bagdade 1940
John Rawlins - As mil e uma noites 1942
Don Weis - Aventuras de Hajji Babá 1954
Albert Lewin - Saadia 1954
Lew Landers - Tapete mágico 1951
Nathan Juran - Espada de Damasco 1953
Richard Wallace - Sinbad, o marinheiro 1947
Arthur Robison - O estudante de Praga 1913
Joseph Von Sternberg - O anjo azul 1930
Georges Franju - Les yeux sans visage 1959
Miguel Morayta e Alfonso Corona Blake - El mundo de los vampiros 1961 - El Santo contra las mujeres vampiro 1962
Mario Bava - A máscara do demónio 1960
Raymond Bernard - O jogador de xadrez 1926 - O milagre dos lobos 1924
Erle C. Kenton - A ilha das almas selvagens 1933
Vincente Minnelli - Quando ela era ele 1964
Wallace Fox - The corpse vanishes 1942
José Maria Codina - El otro 1919
Karl Freund - A múmia
Masaki Kobayashi - Kwaidan 1965 - A mulher das neves

Foi a Srª. Kalmus a inventora do Technicolor?

John Huston fez Moby Dick e disse acerca do filme: - "Moby Dick representa simplesmente a mais importante declaração de princípios que alguma vez fiz. Achab é o homem que odeia Deus e vê na baleia branca a pérfida face do criador. Considera o Criador como um assassino e vê-se a si mesmo como encarregado de o matar. Em todas as ilustrações do livro, Achab aparece como um Iluminado. Eu, pelo contrário, penso que se trata de um Capitão qualquer, de um homem cheio de dignidade e de força, que se revolta, com toda a sua razão, contra Deus. Não o faz com raiva, nem por uma espécie de loucura".

Henrik Galeen - Mandrágora 1928
Richard Oswald - Mandrágora 1930
Freddie Francis - O comboio fantasma 1964
Leo McCarey - Os grandes aldrabões 1933
H. C. Potter - Parada de malucos 1941
Stanley Donen e George Abbott - Brincadeiras do Diabo 1958

Peplum - Cinema de Romanos

Riccardo Freda - Maciste na corte de Gran Khan 1961 - I giganti della Tessaglia 1961
Vittorio Cottafavi - Hércules-O conquistador 1961
Edgar George Ulmer - Atlântida 1961 - Magia negra 1934
William Wyler - Ben-Hur 1959
Irving Pichel e Lansing G. Holden - A deusa do fogo 1935
Robert Day - A deusa da cidade perdida 1965
Franco Capra - Horizonte perdido 1937
René Cardona Jr. - La noche de los mil gatos 1971
Max Reinhardt - A trindade maldita 1925 - O lacrau 1926 - O homem de Singapura 1926 - O homem sem braços 1927 - Londres depois da meia-noite 1927 - Ladrões de jóias 1928 - Em plena selva 1928 - Oriente 1929
James Whale - A velha casa sombria 1932 - Curto-circuito 1933
Terence Fischer - O fantasma da Ópera 1962
Norman Taurog - Hawai azul 1961 (com Elvis Presley)
Julien Duvivier - A grande valsa 1938
Ken Russell - The music lovers 1969
Bob Fosse - Cabaret, adeus, Berlim 1972
Lloyd Bacon - Mil apoteosis 1933

Este estudo e apanhado foi feito entre Fevereiro e Junho de 1999.

Isto é cinema, e só vi (e tenho) três ou quatro filmes desta lista.

quarta-feira, 23 de março de 2011

O cinema na minha vida - parte 1

Nasci à mais de cinquenta anos numa aldeia, com cinema. A maior parte das cidades de Portugal nessa época não tinha cinema, mas a minha aldeia tinha.

Quando ainda era bébé os meus pais iam ao cinema ao sábado à noite e deixavam-nos sózinhos em casa; pediam à minha avó, que vivia no outro lado da rua, para ir ver o que se passava se nos ouvisse chorar (a mim e à minha irmã): felizmente nunca teve de o fazer.

Ainda em criança serandava pelo cinema, mas o Sr.Lucas e os outros funcionários enxotavam-me dali como se fosse uma mosca: infelizmente era pior que uma varejeira, e eles fartavam-se de me tentar afastar do hall com cartazes de cariz pornográfico, sem sucesso. Pouco depois avançava o muro das traseiras e entrava pela retrete (extremamente mal-cheirosa) e sem ninguém me ver sentava-me na primeira fila da frente com os pés ensopados de mijo. Comentar o cheiro que vinha da entrada do mijadouro ao lado é escusado (e quase insuportável). Infelizmente a maior parte das vezes era detectado e posto lá fora pacificamente. Fartavam-se de dizer que ainda não tinha idade para estar ali, mas não concordava. Não se passava nada em lado nenhum e o cinema era um bálsamo cheio de magia, cowboys, guerras e romances que não compreendia, mas gostava de ver.

Há medida que ia crescendo cada vez me interessava mais pela sétima arte. Era um bom complemento às cowboiadas e livros no fim de semana, e sempre que podia (se o filme me agradasse) ia. Passei a ir também na minha adolescência ao cinema S. Pedro, em Espinho, tentando rentabilizar ao máximo as novidades disponíveis.

Bons tempos, bons filmes e algumas punhetas, na geral mal cheirosa do S. Pedro.

Quando tinha catorze ou quinze anos surgiram nas papelarias três edições novas de revistas interessantes: Homem, mito e magia - Cinema - Revista Geográfica Universal. Depois de falar com o Veríssimo (já trabalhava nos armazens do meu pai) combinamos eu comprar o Homem, mito e magia, e a Geográfica Universal, e ele a revista Cinema. No fim ficamos com o HMM e o Cinema completos. A geográfica Universal já existia à éons e ainda é publicada nos dias que correm: é das revistas mais antigas (se não a mais antiga) que existe no mercado.

Na minha juventude o cinema de Paços entrou em colapso. Problemas estruturais e financeiros, agravados com conflitos entre os dirigentes durante anos, ocasionaram a ruptura dolorosa da sala. Assisti ao caso todo mesmo ao lado nas sucessivas crises em público, e vi como os principais responsáveis sofreram no processo de dissolução da sociedade. O principal (meu vizinho - curiosamente não me lembro do nome dele agora) depois do fecho, parecia um zombie. É como que se tivesse perdido a alma e andasse à deriva no mundo real. Imagino que o mundo dele era o dos filmes e actores, e quando o perdeu ficou deslocado e desorientado na sociedade. Perdeu mesmo (como me confidenciou) o gosto pela vida.

Quando o cinema de Paços morreu o S. Pedro estava em declínio (chegaram mesmo a emprestar o projector de Paços ao S. Pedro): em contrapartida nasceram o de Lamas e o do Casino. Contudo algo não batia como antigamente. O interesse da sociedade pelo cinema tinha-se esbatido, amolicado, empobrecido com a qualidade dos filmes: a idade de ouro do cinema
tinha acabado, e tal como uma mina esgotada, o interesse do público virava-se para outro lado.

Por falar em cinema, a Elizabet Taylor morreu hoje.

Na idade adulta tive um vazio neste capítulo, apenas aberto quando me instalei em Paris. Lá ia muito ao cinema (vivia sózinho) e isso confortava a minha alma e o excesso de tempo disponível. Tive a oportunidade de ver muito e bom cinema até partir para o Congo, onde o de Brazzaville mais parecia uma arena esburacada com bancadas de madeira tosca. Quando regressei de África comecei a ir ao fim de semana para o Porto com o Fernando Augusto, gasolina a meias, fomos ao primeiro Cinanima de Espinho, ao primeiro (ou segundo?) Fantasporto, até cair num marasmo esporádico de interesse, frequentando o Casino de Espinho (o S. Pedro tinha desaparecido para dar lugar a um bloco de apartamentos) ou indo de tempos a tempos a um ou outro shopping ver um filme interessante para desanuviar, com a minha namorada e a minha irmã do meio.
Ponto final nesta primeira fase cinematográfica.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Novo crime ambiental em Paços de Brandão

Os sobreiros não são árvores protegidas por lei? Árvores centenárias, autênticos marcos sociais que enriquecem o ambiente de quem os tem, não são propriedade do povo? Parece que não.
Eu e a minha mulher somos das poucas pessoas que andamos regularmente a pé pela freguesia e arredores, e óbviamente que vemos (e ocasionalmente fotografo) tudo o que se passa na estrada. Um destes dias fomos dar um passeio digestivo, depois de muitos de chuva em que tivemos de ficar enclausurados em casa, e quando passamos pela Ilha da Formiga reparamos logo que algo faltava ali. É então que nos apercebemos que os sobreiros tinham desaparecido do mapa.
Não queria acreditar no que os meus olhos me diziam e quase chorei de raiva ao aproximar-me dos tocos cortados rente ao chão. Comecei imediatamente a rogar pragas e a amaldiçoar quem teve a coragem criminosa de cometer semelhante ignomínia biológica, questionando-me acerca das razões de semelhante acto.
Desde que nasci que os sobreiros já ali estavam e nunca ninguém pôz em causa a sua posição (mesmo em relação à linha férrea) portanto, porquê? Quem foi o filho da puta arrogante que teve o desplante de cometer semelhante aberração ecológica?
Os três magnifícos desapareceram das nossas vidas e a minha mulher diz para esquecer. Estão cortados, portanto não posso fazer nada.
Não posso fazer nada?
Vou fazer de conta que não se passou nada e ninguém é responsabilizado?
Vou fechar os olhos e fazer de conta que nunca existiram?
A última vez que os vimos (pouco antes de desaparecerem) comentamos como estavam frondosos e magníficos, autênticas catedrais da mãe Terra, obras primas da natureza, monumentos nacionais centenários, ainda mais importantes que o caminho de ferro que sombreavam, e quando indaguei acerca do assunto soube que foi alguém ligado a esse estúpido e desinteressante caminho, absoleto e ridículo, um engenheiro ou encarregado da linha, que ordenou o abate das árvores. Esta linha, desconfortável e pirosa, já devia ter sido desactivada à mais de duas décadas e substituída por autocarros (como o foi durante algum tempo) proporcionando às camadas mais desfavorecidas da sociedade (os velhos e reformados) um serviço muito mais digno e prestável que o que presta nos moldes actuais.
Onde está o bom senso? A prestabilidade social? O futuro? Na mão de parolos.
Na noite que vi o desastre ecológico não consegui dormir tranquilo, e imaginem o que me passou pela cabeça durante a madrugada: usando o imaginário cinematográfico, se tivesse os poderes de Hancock pegava no responsável e empalava-o pelo cu acima num sobreiro jovem, ficando a ver actuar a força da gravidade nas homorróidas do espertinho, enquanto deslizava pela casca rogosa abaixo; ou se pudesse actuar pelas minhas próprias mãos, pegava nele, encostava-lhe a cabeça ao cepo do sobreiro maior e cortava-lhe a cabeça com a minha catana. Depois pegava nela e fazia como os Maias antigos: regava os outros dois com o sangue dela e espetava-a a seguir numa estaca ao lado da linha a olhar para a sua bem-amada ferrovia.
Não me entrepetem mal: não estou a ameaçar ninguém, só estou a dizer aquilo que era capaz de fazer. E se pensam que não o faria (se pudesse) desenganem-se - fazia mesmo. Odeio o tipo que ordenou o abate dos três magnífivos e não tinha nenhum tipo de contemplação em lhe fazer o mesmo.
E os responsáveis políticos da freguesia, que poderiam ter uma palavra a dizer sobre o assunto?
Esses não reconhecem a natureza como um valor a ter em conta. Contam é com ela para facturar mais uns cobres - como aconteceu no Inverno de 2009, em que aproveitaram as violentas tempestades que derrubaram algumas austrálias para cortarem dezenas de árvores nobre (e não só) para ganhar dinheiro na Quinta de D. António. A esses pendurava-os nos ramos que saissem pela boca, nariz e olhos do desgraçado empalado, de cabeça para baixo, deixando-os a reflectir na precaridade, futilidade e vacuidade da existência humana.
Agora vamos ver os fantasmas dos sobreiros (para a posteridade), enquanto amaldiçoou mais uma vez o filho da puta que ordenou o corte: