Faz muito tempo que gostaria de propor esta sugestão, e tenho pouco para a poder ver concretizada.
Hoje em dia, devido aos progressos da tecnologia moderna (a evoluir segundo a segundo) o acesso à cultura universal é quase uma brincadeira de criança. Contudo, nem 1% das pessoas se interessa o suficiente pelo que quer que seja, para ir até ao fundo da questão. A cultura é regional e tradicional, e fora disso é folklore Ianque. Ou da Galiza. Ou de Vanuatu.
Gostaria de ver os responsáveis deste país a (sequer imaginarem) os benefícios de ver implantada nas escolas primárias a disciplina de Yoga.
Pode parecer uma ideia extravagante, mas posso garantir por mim próprio, que o yoga mudou a minha vida , e continua a ser o meu farol de comportamento e percepção do mundo.
No mínimo ia pacificar os putos e dar-lhes uma orientação baseada no livre-arbítrio. O yoga encoraja a liberdade.
Sem necessidade de nenhum tipo de apetrecho ou equipamento, o yoga é saudável, víril e dá acesso a poderes extra-sensoriais.
Ó Krishna, Ó Rama, Ó Vishnu, Ó Ganêz, Ó Hanuman, põe-te lá bem e dá-me a luz, o Atman, o Nirvana (se fôr possível), para eu dormir a vida eterna tranquilamente.
Falando a sério.
O YOGA pode mudar a face das novas gerações. Não aproveitar o conhecimento de outros países, desenvolvido durante milhares de anos (com provas dadas de eficácia) é ser - muito - burro. O Yoga é muito melhor que qualquer disciplina de relegião e moral, sexologia e um psiquiatra extra, com um curso tirado a martelo - muito em voga hoje em dia. Deixam passar os estudantes sem darem provas de conhecimento - sem estudar. Parolos diplomados, perigos públicos (como se têm observado casos de negligência e ignorância em hospitais): sem ética, honra ou rigor. Vendidos ao sistema, ao dinheiro, ao facilismo materialista estupidificado e desprezível.
YOGA é tudo.
Para os curiosos aconselho o trabalho de Ernest Wood - Princípios do Ioga, de 1959-62 - com o título original em Inglês Yoga - editado pela editora Ulisseia.
Este livro continua ainda hoje a ser a minha bíblia.
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
A proposta cultural Oriental
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Inscrição no facebook
É espantosa a disponibilidade de informação que se pode ter nos dias que correm.
Quase sem querer toda a gente é motivada (subconscientemente)a alinhar nestes sistemas que os aproximam (virtualmente, mais do que nunca) uns dos outros. Apesar das vidas complicadas que levam, chegam a casa, sentam-se em frente ao computador e descarregam as alegrias e misérias do dia - com todo o gosto. É um exercício anti-stress que os deixam mais aliviados - e isso é bom para a saúde (mental).
Estou a ver filmes, a descobrir barretadas na minha filmateca e a separá-los, por isso não estou a ser muito objectivo neste artigo. Neste momento estou a confirmar a "aterrissagem" (deve ter sido um sacanso da NET, em Brasileiro). Não se diz "aterrissagem" em Português. A gente aqui diz aterragem. E o sacanso não foi feito por mim: não saco filmes da NET. Não têm qualidade e eu hesijo-a. Ainda à minutos deitei um filme para o lixo por não prestar nem estar bem gravado - "Ladrão engana ladrão" com a Penélope Cruz e outro lindinho - bérq...
Tenho centenas de filmes à disposição, bem gravados de DVD´s dos vários clubes de que sou sócio (o mais próximo de minha casa, do Eric, o Holandêz - Hollywood, fechou no princípio desta semana, e tenho quase a certeza absoluta que nunca mais vai reabrir).
Voltando à vaca fria, ao facebook, as surpresas são mais que muitas. Até a mulher caretóide um um amigo meu tem a sua fronha plantada no sistema. Isso dá que pensar. Se ela chega a esse ponto toda a gente quer chegar também, e estou a ver que se transformou numa moda. Todos querem dizer que estão vivos e sabem escrever mensagens para os amigos -"Olá. Tudo bem neste dia de chuva? Tenho de ir trabalhar, o que é uma grande canseira, mas tem de ser. Até logo.".
God.
O facebook não passa de mais uma maneira de passar o tempo de forma negativa. Há melhores maneiras de ocupar a disponíbilidade temporal que um cidadão comum possui de forma construtiva. Melhores e muitas. Mas não vou dar sugestões.
Estou para aqui a criticar, mas é mais do que óbvio que o facebook é uma ferramenta extraordinária.
Na brincadeira escrevi o nome de um amigo meu Francês com quem não comunico à anos, e não é que ele aparece logo num flash: passei-me ao olhar para a fotografia dele a acariciar a cabeça de um cavalo. Parece ele, e deve ser ele, porque aqui à anos escreveu-me a dizer que tinha comprado uma quinta no Norte de França.
É espantosa a facilidade com que uma pessoa pode comunicar com outra do outro lado do planeta, ou enviar e receber informação quase em tempo real, possíveis com os sistemas ópticos cada vez mais a serem implementados na rede social.
A Óptica-digital é de muito baixo consumo de energia, o que favoriza a funcionalidade dos meios e utilização pelo utente comum. O pobre moderno.
Quer goste quer não, quer queira ou não queira, o facebook está aqui para durar e vou aproveitar-me dele para arranjar mais clientes. Como posso aceder (de forma discreta) a quase toda a gente, vou começar a interagir com eles de forma inteligente, e chamar-lhes a atenção acerca da minha pessoa e do papel que desenrolo nesta terra.
Vale. Tio. Conho.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Guerra e paz na Índia





É do senso comum que a guerra é, infelizmente, o maior motor de progresso da humanidade. É também óbvio que a paz traz riqueza e prosperidade, mas raramente o amor é atributo de monumentais realizações para a posteridade.
A Índia é um país muito antigo, e a sua arquitectura é por demais apreciada, sobretudo os templos do kama sutra, ah-ah-ah...
O que trago aqui para ser visto são alguns monumentos de Agra, e claro, o Taj Mahal.
Ao contrário dos Portugueses, os Indianos tratam muito bem os seus monumentos e orgulham-se deles. E é com todo o prazer que todos os anos milhões de pessoas se deslocam propositadamente para os verem e apreciarem. Eu, como não posso sair de casa, admiro-os à distância com reverência.
Este apontamento é a continuação do anterior, com a nuance de ser ainda mais belo.
Gostava de poder dispor na rede de muito mais material para apreciação dos NETmaníacos, mas o acesso é tão lento que me impossibilita de o fazer. Fico demasiado tempo parado à espera que ele efectue esse tipo de operações. Não sei se posso pôr material a carregar e poder continuar a trabalhar em paralelo. Alguém dentro do assunto que me elucide, por favor.
E venham daí as belezas arquitectónicas de Agra - Índia.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Turistas e fotografias





Hoje em dia viaja-se mais depressa que a própria rotação da Terra. E quando alguém parte para terras distantes vai geralmente acompanhado pela sua máquina fotográfica ou câmara de video, para registar o facto. Claro que o resultado final é muito bonito e o turista regressa a casa com o seu espólio artístico, ficando psicológica e materialmente mais rico. Contudo não passa de um viajante passageiro à sombra dessas obras vivas magníficas da realização humana.
Na verdade o turista é um pobre diabo cheio de pressa que tenta captar frenéticamente tudo e mais qualquer coisa que lhe pareça interessante, e para tal farta-se de apontar a máquina e carregar no disparador para "congelar a realidade" e transportá-la para casa (para mais tarde recordar - como diz a cantiga).
É óbvio que gostava de ser também eu um tipo desses, cheio de sorte (e de dinheiro), mas como não sou, contento-me com os restos, as fotografias.
A imagem gravada em qualquer tipo de formato é pura magia, e poder vislumbrar o resultado é moralmente compensador - faz bem à alma e anima o espírito. Claro que preferia embarcar e fazer eu mesmo o trabalhinho: mas como sou pobre e tenho muitas galinhas, coelhos, mandarins, três gatos e um piriquito, tal possibilidade está fora de questão. Afinal quem iria alimentar a bicharada na minha ausência?
Para dizer a verdade sinto-me escravo dos animais, quando devia ser o contrário.
Agora vejamos algumas relíquias arquitectónicas da cultura universal: Tunes, Índia e Bucareste.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Morte do Lin Chin Pu
Hoje morreu mais um individuo da minha "geração egoísta"; o Jorge Lin Pu ("Lin Pu" apenas para mim)também conhecido por Jorge Chinês devido a ter os olhos em bico. Fomos amigos durante a infância, juventude e idade adulta, até ao dia, em que já enfiado no pó até ao pescoço, me roubou dinheiro para ir comprar droga. A partir dai nunca mais lhe passei confiança; e hoje foi para os anjinhos.
Pobre Lin. Nunca soube controlar-se nem atinar (nem eu sei)e lamento que assim seja. Morrer novo é triste (53 anos?) mas duvido que deixe saudades.
Há dois ou três anos atrás morreu outro amigo meu, outro Jorge, este "foto-artis", um verdadeiro artista e um amigo excepcional. Motivou-me de tal maneira na fotografia que fez dela um vicío na minha vida. Tenho um vídeo da sua última exposição fotográfica no Centro de Congressos de Espinho, mas a minha NET é tão lenta que receio demore um dia inteiro a passá-lo para a rede. No entanto isso é um facto garantido no futuro.
E lá vai mais um. Maltratado por si próprio, quando a podridão pessoal originada pelo vício generalizado é imparável o resultado é fatal - cancro. Todo o tipo de drogas durante toda a vida, cigarro sempre na boca e álcool até dizer basta, foram a receita letal. No caso do "foto-artis" foi mais o whiskey, o tabaco e uma alimentação desregrada a causa da sua perda. A primeira mulher bem tentou moderá-lo, mas não conseguiu e devorciou-se. A segunda, uma Espanhola, queria era curtir a alta sociedade e agora corre sózinha. Era simpática e gostava dela, mas o trabalho e os compromissos profissionais deram cabo da vida deles.
Mais uma vez o digo: o dinheiro não é tudo.
Vai agora Lin. Um dia destes vemo-nos no Inferno.
Pobre Lin. Nunca soube controlar-se nem atinar (nem eu sei)e lamento que assim seja. Morrer novo é triste (53 anos?) mas duvido que deixe saudades.
Há dois ou três anos atrás morreu outro amigo meu, outro Jorge, este "foto-artis", um verdadeiro artista e um amigo excepcional. Motivou-me de tal maneira na fotografia que fez dela um vicío na minha vida. Tenho um vídeo da sua última exposição fotográfica no Centro de Congressos de Espinho, mas a minha NET é tão lenta que receio demore um dia inteiro a passá-lo para a rede. No entanto isso é um facto garantido no futuro.
E lá vai mais um. Maltratado por si próprio, quando a podridão pessoal originada pelo vício generalizado é imparável o resultado é fatal - cancro. Todo o tipo de drogas durante toda a vida, cigarro sempre na boca e álcool até dizer basta, foram a receita letal. No caso do "foto-artis" foi mais o whiskey, o tabaco e uma alimentação desregrada a causa da sua perda. A primeira mulher bem tentou moderá-lo, mas não conseguiu e devorciou-se. A segunda, uma Espanhola, queria era curtir a alta sociedade e agora corre sózinha. Era simpática e gostava dela, mas o trabalho e os compromissos profissionais deram cabo da vida deles.
Mais uma vez o digo: o dinheiro não é tudo.
Vai agora Lin. Um dia destes vemo-nos no Inferno.
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Nem sempre a morte é triste
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Nunca julgues um livro pela capa
Esta coisa das editoras ficou-me atravessada na garganta. Uma queria que eu pagasse tudo, e com um bocado de sorte talvez recuperasse o investimento. Outra pagava (quase tudo) e no fim o mais certo era não receber nada. É quase a rima estúpida de um poema absurdo.
Mas o que me motiva neste momento é comentar a falta de ética destes jovens pseudo-editores de poesia com dois anos de vida: ainda são bébés e já querem comer este mundo e a cabeça do outro. Ainda por cima o segundo (a primeira era fêmea e o segundo é macho)foi tão mesquinho e lambe-botas (mal sabe ele que sou sapateiro, portanto percebo disso - de botas)e tão arrogante e senhor do seu nariz, que quando lhe atirei com alguns calhaus à mona (sou uma Cria de Viriato - é não esquecer) coisa que adoro fazer aos convencidos é atirar-lhes pedras de surpresa e ver como reagem, ameaçou-me logo com os seus Todo-poderosos advogados e com o dinheiro fácil que poderá arrecadar se eu o caluniar em público.
Nunca tive intenção de caluniar ou humilhar ninguém em público, a menos que ele mereça: tenho também direito à liberdade de expressão, tão árduamente conseguida com a revolução de Abril e consagrada na Constituição da Républica, ou não? Será que este candidato a rico depressa, a malabarista do sistema literário moderno, a usurpador disfarçado dos patos candidatos a vedetas da literatura nacional me mete medo? O porque haveria de ter medo? Se ele soubesse o dinheiro que tenho no banco esquecia logo a questão. Devo ser o Português com a caderneta de banco mais antiga do país. Só de pensar nisso dá-me vontade de rir.
Voltando à vaca fria, o indivíduo em questão no seu contrato dava as seguintes regalias: direitos de autor vinculativos, escolha e selecção dos poemas ao seu gosto (não respeitando qualquer tipo de cronologia, métrica ou vontade do escritor nesse capítulo)e despersonalização do designe gráfico do texto. 10% de comissão paga por cada livro numa edição inicial de duzentos, mas só com direito a pagamento ao fim de um ano depois da venda mínima de 357, sendo obrigatório perfazer o montante de 500 euros para que tal se concretizá-se.
Será que tenho o aspecto de ovelhinha de alva lãzinha a ser dócilmente levada para o corral? Serei mais um descaracterizado e estúpido escritor sem orgulho nem preconceito a vegetar neste país de segunda classe (ou será terceiro mundista)? Não.
O problema aqui do nosso amigo é a capa. Ele quer uma capa de luxo, uma capa que na estante de uma biblioteca caseira (burguesa) chame a atenção e seja perene. Exactamente, "fellows", uma capa elaborada por ele, de grande requinte: o texto é secundário.
A capa, a parte materialmente criada por ele é que lhe interessa. E o preço do livro? 15 euros, para quem puder pagar (os ricos?).
Os ricos não me dizem nada. Toda a vida vivi no meio deles e são as pessoas mais desumanas, burras e ridículas que conheço (salvo algumas excepções, claro).
O meu trabalho é para o cidadão comum e o preço da obra tem de ser a mais barata possível, para que a possam comprar e usufruir o conteúdo: não é para decorar a biblioteca de nenhum rico, que o mais certo é nem sequer a ler.
Nas minhas gravações de bandas e intérpretes dos anos sessenta, e até setenta, tive de escrever várias vezes o nome de uma música que sofreu todo o tipo de interpretações e clonagens possíveis chamada: "Nunca julgues um livro pela capa". Para ser sincero, sou tão selectivo que não consumo nada que não verifique se me agrada ou não, lendo antecipadamente dentro ou fora da obra todo o tipo de informação disponível para o tal.
A vida é curta e o tempo é de ouro.
Lamento viver num país onde os responsáveis pela cultura se preocupam mais com o dinheiro do que com a arte: e finalizo dedicando-lhes um provérbio - de Cabinda.
"Fumu abu ma kala va kikundu:
Befo,bana baleze, tinata ifundo".
Se ficaram curiosos e querem saber a tradução, vão ao Ministério da Cultura do Ultramar.
Mas o que me motiva neste momento é comentar a falta de ética destes jovens pseudo-editores de poesia com dois anos de vida: ainda são bébés e já querem comer este mundo e a cabeça do outro. Ainda por cima o segundo (a primeira era fêmea e o segundo é macho)foi tão mesquinho e lambe-botas (mal sabe ele que sou sapateiro, portanto percebo disso - de botas)e tão arrogante e senhor do seu nariz, que quando lhe atirei com alguns calhaus à mona (sou uma Cria de Viriato - é não esquecer) coisa que adoro fazer aos convencidos é atirar-lhes pedras de surpresa e ver como reagem, ameaçou-me logo com os seus Todo-poderosos advogados e com o dinheiro fácil que poderá arrecadar se eu o caluniar em público.
Nunca tive intenção de caluniar ou humilhar ninguém em público, a menos que ele mereça: tenho também direito à liberdade de expressão, tão árduamente conseguida com a revolução de Abril e consagrada na Constituição da Républica, ou não? Será que este candidato a rico depressa, a malabarista do sistema literário moderno, a usurpador disfarçado dos patos candidatos a vedetas da literatura nacional me mete medo? O porque haveria de ter medo? Se ele soubesse o dinheiro que tenho no banco esquecia logo a questão. Devo ser o Português com a caderneta de banco mais antiga do país. Só de pensar nisso dá-me vontade de rir.
Voltando à vaca fria, o indivíduo em questão no seu contrato dava as seguintes regalias: direitos de autor vinculativos, escolha e selecção dos poemas ao seu gosto (não respeitando qualquer tipo de cronologia, métrica ou vontade do escritor nesse capítulo)e despersonalização do designe gráfico do texto. 10% de comissão paga por cada livro numa edição inicial de duzentos, mas só com direito a pagamento ao fim de um ano depois da venda mínima de 357, sendo obrigatório perfazer o montante de 500 euros para que tal se concretizá-se.
Será que tenho o aspecto de ovelhinha de alva lãzinha a ser dócilmente levada para o corral? Serei mais um descaracterizado e estúpido escritor sem orgulho nem preconceito a vegetar neste país de segunda classe (ou será terceiro mundista)? Não.
O problema aqui do nosso amigo é a capa. Ele quer uma capa de luxo, uma capa que na estante de uma biblioteca caseira (burguesa) chame a atenção e seja perene. Exactamente, "fellows", uma capa elaborada por ele, de grande requinte: o texto é secundário.
A capa, a parte materialmente criada por ele é que lhe interessa. E o preço do livro? 15 euros, para quem puder pagar (os ricos?).
Os ricos não me dizem nada. Toda a vida vivi no meio deles e são as pessoas mais desumanas, burras e ridículas que conheço (salvo algumas excepções, claro).
O meu trabalho é para o cidadão comum e o preço da obra tem de ser a mais barata possível, para que a possam comprar e usufruir o conteúdo: não é para decorar a biblioteca de nenhum rico, que o mais certo é nem sequer a ler.
Nas minhas gravações de bandas e intérpretes dos anos sessenta, e até setenta, tive de escrever várias vezes o nome de uma música que sofreu todo o tipo de interpretações e clonagens possíveis chamada: "Nunca julgues um livro pela capa". Para ser sincero, sou tão selectivo que não consumo nada que não verifique se me agrada ou não, lendo antecipadamente dentro ou fora da obra todo o tipo de informação disponível para o tal.
A vida é curta e o tempo é de ouro.
Lamento viver num país onde os responsáveis pela cultura se preocupam mais com o dinheiro do que com a arte: e finalizo dedicando-lhes um provérbio - de Cabinda.
"Fumu abu ma kala va kikundu:
Befo,bana baleze, tinata ifundo".
Se ficaram curiosos e querem saber a tradução, vão ao Ministério da Cultura do Ultramar.
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Ser escritor não compensa em Portugal
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Aborto poético
Depois da experiência falhada com a Chiado Editora, a quem recusei a edição do meu livro "Aproximação à alquimia cibernética" devido às condições contratuais quase ofensivas à minha integridade psicológica, aproveitei a deixa, pesquisei um pouco na NET e deparei-me com o anúncio de um concurso de poetas chamado - Ministério da poesia 2009 - proporcionado por uma tal "corpoeditora". Achei piada à ideia, devido ter um carácter bastante internacional, e decidi enviar a parte "cibernética" do texto para apreciação. Dois meses depois recebo a resposta, positiva. Estão dispostos a editar, e enviam no mesmo e-mail as várias condições obrigatórias que devo aceitar, se quiser que tal se concretize.
Inicialmente quando as li pareciam bem, lógicas e justas, mas mais tarde, quando fui para a cama e comecei a fazer contas de cabeça e a matutar no assunto, apercebi-me imediatamente do fiasco. Toda a gente poderia vir a ganhar bem com o meu produto e eu ficava com a esmola do costume.
Raios. Já sou monetáriamente pobre e não vejo motivo para ser despromovido a mendigo. Se querem dar uma esmola, que a dêm a um verdadeiro pobre. É inadmissível só ter direito a um décimo do que é meu. Isso nem os aperitivos paga de uma eventual apresentação pública da obra.
Não vou continuar aqui a descarregar a justa indignação a que tenho direito, e noutro tipo de circunstâncias a minha linguagem poderia atingir píncaros inadmissíveis na rede, portanto só tenho uma coisa a acrescentar: quem quiser viver à minha custa vai ter de ser um génio malabarista, um Houdini freudiano do inconsciente, um mestre do sonho e pesadelo.
Como já disse em intervenções anteriores, não é a ganância nem a vaidade que me motivam a escrever, a pintar, a esculpir, a fotografar ou a filmar o meu mundo. Na realidade sou impulsionado por uma força interior que me ultrapassa e obriga a fazer coisas, que podem surgir espontâneamente do nada virtual ou real, ou do livre exercício do pensamento, consciente ou inconsciente. Sou uma espécie de marionete de mim próprio e não saio a ninguém da minha família moderna: essa só pensa em dinheiro e prestígio social.
Agora que acabei com as gravações em cd vou acabar de revisar o resto do meu livro "geração egoísta", enquanto monto o palco para recomeçar a fazer a minha própria música: estou com saudades de fazer barulho e pôr a casa a abanar.
Só mais uma coisa: nestes tempos que correm não é aconselhável investir no fabrico e venda de perecíveis desnecessários, como livros. Portanto, porquê todo este frenesim injustificado?
Queria.
Queria como quem quer e não pode,
Querer poder.
E para acabar, uma imagem representativa daquilo que escrevi.
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