Hoje, domingo, 15 de Novembro de 2009, acabei de ouvir os últimos dois de entre milhares de albuns que o Eduardo me passou (para não deitar ao lixo).
Quase me apetecia dizer que estou farto de ouvir e gravar música, mas isso seria mentira. Adoro música e não posso viver sem ela. Na verdade, é a minha maior riqueza.
Fico ainda com 75 giga de música secundária no arquivo, e daqui a alguns dias poderei expôr uma imagem da magnitude de tal trabalho.
Não temo que algum tipo de autoridade se atire para cima de mim devido ao que possa expôr: na prática não realizei nenhum tipo de operação ilegal na rede (como o operador bem sabe). Foi-me tudo dado (como aliás já o disse em mais de uma ocasião no passado).
Agora sim, considero-me um musicólogo.
domingo, 15 de novembro de 2009
Fim da audição audio de albuns dos anos 60 e 70
domingo, 1 de novembro de 2009
O Universo das pedras - As pedras rolantes
Acavalei demasiadas imagens e sinto-me desconsolado. Isto do outro lado do espelho tridimensional deste electrodoméstico.
So. Let´s put the things by my way.
Restez pas là. Quelque chose va tomber du ciel sur votre imaginaire imediate.
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Rocs et stones from the beach
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Mensagem do Outono veronil (que luxo) - California
Este ano é especial. Nunca na vida (como repetia mil vezes o meu pai) vi o tal.
O Verão não quer ir embora.
Estamos a 13 de Outubro, e fui o mês inteiro de Agosto para a praia de Paramos, Setembro - Paramos - Espinho, Outubro, Espinho - Paramos, e vai continuar bom até 15, 16 deste mês, muito adiantado para a estação.
Fora as eventuais surpresas.
Hoje e ontem, e nos fins de semana todos para trás (menos um, por causa do nevoeiro) fui ao mar duas vezes e (dei quatro mergulhos (ou mais)de cada vez): devido ao clima seco tenho de ficar de reserva na água porque não consigo arrefecer suficientemente rápido para o meu gosto.
Também nunca vi a água do mar tão quente aqui pelas nossas costas. Eu que sou um friorento, nunca fui tantas vezes ao mar (de que me recorde) como este ano. Não almocei Agosto inteiro para chegar à praia e ir logo à água. Não almocei também nos fins de semana de Setembro e Outubro, e quando cheguei à praia mandei-me logo para o mar, sem hesitar: Tal como calculava a água estava tépida - Californiana, Salvadorenha:
Ya, uh, aquecimento global e a velha geração a curtir a transição:
Na verdade esta temática não dá para rir.
"Há alturas em que me apetece ser rico, e é nestas... Ao Sol".
Calculo que o eixo Solar esteja mais perpendicular do que o poderá ter estado durante os últimos 40 anos; ocorreram alterações na trajectória, tanto do Sol como da Lua, em relação à Terra. Isso quase o posso garantir; vejo-o e sinto na minha própria carne (literalmente).
Tudo gira non stop. Não?
Ai não, não houvera.
Falando ainda do clima, o mar estava traiçoeiro, a vazar, e todo o cuidado tinha de ser pouco. Puxava de trás para dentro com uma força considerável. Mas relativamente amigável - cordial, mesmo.
Santo Mar - O mar é sagrado.
Viva o Mar e todos os seus afluentes.
Viva o céu e a chuva,
O nevoeiro e a humidade.
Não, não demos (demos?) vivas a essas coisas finais desagradável, associadas ao frio e ao Inverno. NÃO............... Fuck.
People: querem imagens, provas da coisa... da praia... da treta.
alquimistacibernetico@gmail.com.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O broquista
No mês de Junho um dos meus vizinhos ficou desempregado e começou a aparecer com frequência em minha casa, visto não ter nada que fazer. Como trabalhava na cortiça (a principal actividade nesta área) era óbvio que o tema viesse frequentemente à baila. E tanto veio que começou a criar no meu subconsciente uma imagem sólida (reforçada pela minha própria experiência na matéria) sobre o assunto. Eu já tinha uma ideia bem formada sobre o tema, mas com o recalque ele veio ao de cima e, com uma vontade tão grande de se manisfestar, que foi só abrir a torneira e saiu tudo cá para fora.
O que vou escrever de seguida "O broquista", demorou o tempo exacto de sair da minha mente para o papel à velocidade que escrevia, e posso garantir que nunca na vida escrevi nada tão rápido. É como se estivesse para parir e apenas faltasse dar a ordem para o fazer.
Aí vai:
O BROQUISTA
Das oito da manhã às cinco da tarde
Sou na fábrica escravo do patrão.
Pedalo frenéticamente na broca
Para encher rápidamente o latão.
O encarregado não dá tréguas
E a música na rádio é uma desilusão.
Traço atrás de traço
Tento não cortar nenhum dedo da mão.
A broca é lâmina de barbear
E a vontade de fazer muitas rolhas tentação.
Aproveitar ao máximo o traço é obrigatório
Ou o encarregado dá-me cabo do melão.
Se no traço há verdura
A broca vai desafinar.
A verdura é lenha
E no fim a rolha não vai contar.
Trac-trac durante oito horas em stéreo
Fazem-me parecer um ciclista em ascensão.
Não há tempo para ficar cansado,
Ou vou ter de aturar o filho do patrão.
Apara furada para a rede,
Rolhas para o latão.
"QUEM FIZER MAIS É O CAMPEÃO."
Quando a apara é muita
Há que a mudar.
Esfolas as pontas dos dedos nas redes
Quando pelo estaleiro as tens de arrastar.
Com o camião por baixo
Atira-las pelo ar.
E tens de andar rápido
Porque o patrão já te está a chamar.
Na escolha as mulheres fazem a separação.
Extra, superior, 1ª, 2ª, 3ª, 4º e quinto.
O filho do patrão assedia as boazonas
Com a intenção de lhes ir ao pito.
O rabaneador é o Samurai da cortiça.
Com a grande placa na mão
Tem de a cortar com perícia.
E com gestos largos vai-a cortando na serra
Com a habilidade de um artista.
Tem de ser um especialista.
A lavação é o tanque da alquimia.
Mata os micróbios, fungos e outros parasitas.
É caustica, húmida e corrosiva.
Ninguém lá quer trabalhar por ser pouco sadia.
Com as rolhas enfiadas em redes de nylon
Tenho de as enfiar em tanques de soda fria.
Nem as luvas, galochas, ou o fato de protecção,
Resistem muito tempo à corrosão activa.
Sobretudo no Inverno
É trabalho desagradável.
Ninguém o quer fazer. - Pudera.
É duro como o caralho.
Na cozedura o Inverno é amigo,
E o forno fumegante cria bom ambiente.
O ar cheira a cortiça fresca, a dinheiro...
Os fardos elevados por correntes
Caem no caldeirão docemente.
O cheiro adocicado é cozinhado a fogo lento.
A água preta borbulha e o forno é contínuamente atestado com lenha.
A caldeira parece um vulcão
Com vontade de cuspir fardos de cortiça de primeira.
Máquinas entram e saem
Com fardos para cozer ou pôr a temperar.
São precisas algumas semanas na sombra
Para os deixarem prontos a rabanear.
Há um tipo de bolor típico da cortiça
Fácil de identificar.
Faz lembrar queijo Rockfort,
Desagradável ao cheirar.
Quando a rolha é de fraca qualidade
Há que a parafinar.
Este processo funciona bem, mas cuidado.
A fábrica pode ir pelo ar.
A garrafa pede rolha,
A rolha quer engarrafar.
Venham daí umas garrafas de tintol
Que estou pronto para as aviar.
P´rá França, p´rá Alemanha, p´rá Califórnia,
Camiões, o contentor a abarrotar.
Quero euros, quero dólares,
Para uma vida de luxo levar.
Olha aí um copo man.
JUN09
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Um olhar de como vive o povo
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
A estranha aparência das pedras
Petiscos e meteoros
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